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Princípios Gerais de Diagnóstico em Câncer
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PSA

Antígeno Prostático Específico

Antígeno Prostático Específico (PSA) é uma proteína produzida tanto por células prostáticas normais como anormais. O nível do PSA no sangue pode ser elevado em homens que têm um crescimento benigno ou maligno (canceroso) na próstata. Por essa razão, o teste do PSA nem sempre permite aos médicos distingüir entre condições benignas na próstata (que são muito comuns em homens idosos) e câncer. Todavia, um nível elevado de PSA pode indicar que outros testes são necessários para determinar se o câncer está presente. O teste do PSA também é muito útil no monitoramento da eficiência do tratamento do câncer de próstata no decorrer do tempo. Quando o nível do PSA no sangue de um paciente retorna ao normal após o tratamento, normalmente significa que o tratamento parou o crescimento do câncer. Se o nível do PSA no sangue subir, isso pode indicar que o câncer está crescendo de novo. Freqüentemente, um simples teste que mostra um nível de PSA medianamente elevado pode não ser significante; resultados de testes normalmente mostram alguma variação no decorrer do tempo. O médico geralmente procura por tendências, como valores constantemente crescentes ao invés de um simples resultado elevado.



O PSA foi isolado e purificado por Wang e cols., em 1979. É produzido basicamente pelo tecido prostático normal e com alterações neoplásicas benignas ou malignas. O PSA (glicoproteina de peso molecular igual a 34 kd) é produzido pelas células alveolares e do epitélio ductal da próstata. Dependendo do ensaio empregado, a meia vida sérica do PSA varia de 2,2 a 3,15 dias. Elevações dos níveis séricos de PSA podem ser observadas em 21% a 68% dos pacientes com doenças prostáticas não malignas tais como HPB, prostatite ou infarto prostático. Procedimentos cirúrgicos ou manipulação da próstata durante procedimentos (cistoscopia) podem elevar os níveis séricos do PSA, mas um exame retal suave normalmente não altera seus níveis. Os níveis séricos de PSA se correlacionam com o estágio clínico e patológico do câncer de próstata em diversos estudos. Estadio A - 35%, B - 60%, C - 65% a 86%, D - 77% a 100%. PSA é excelente para monitoramento da resposta ao tratamento para câncer de próstata. O nível sérico declina após tratamento curativo (embora níveis normais não excluam carcinoma persistente), enquanto níveis crescentes indicam doença residual e progressiva. O PSA não serve como método de triagem devido aos baixos níveis deste marcador nos estágios iniciais. Parece adequado identificar pacientes de alto risco para câncer de próstata através da utilização do PSA sérico (incluindo-se a determinação da fração livre de PSA) associado ao toque retal, seguindo-se a propedêutica com ultra-sonografia trans-retal, biópsia ou ambas em casos selecionados.



O PSA é uma glicoproteína com atividade enzimática proteolítica que dissolve gel seminal depois da ejaculação. PSA é achado em tecido prostático normal, benigno e maligno e no plasma seminal, e é produzido no citoplasma das células acinares prostáticas e no epitélio ductal. Níveis de PSA são elevados no câncer de próstata. Também são achados níveis de PSA altos na hipertrofia benigna de próstata e nas prostatites agudas ou crônicas. Os níveis de PSA correlacionam-se diretamente com o volume da próstata, com a fase do câncer e com a resposta à terapia. O carcinoma de próstata é a única forma de câncer em homens nos quais PSA é detectável no soro. Por isso, a dosagem de PSA é recomendada, em combinação com o exame retal digital, para investigação do câncer de próstata. O PSA é atualmente o único marcador aprovado pelo FDA, em combinação com o toque retal para triagem para câncer de próstata. A AFP é apropriadamente usada como um teste de triagem em populações de risco (chineses, japoneses e esquimós do Alasca). A calcitonina pode ser usada como um teste de screening para câncer em famílias de pacientes com carcinoma medular da tireóide.

 

 


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Luiz Meira
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