Levítico 23
 
DISSE O SENHOR a Moisés:
 
"Diga ao povo de Israel:
 "Façam algumas festas do Senhor, todos os anos.
Para essas festas, a assembléia do povo será convocada.
E o povo prestará culto a Mim.
"Isto, além do santo descanso.
São estas as 3 festas anuais, ordenadas pelo Senhor, cada uma no tempo certo:
Páscoa Cabanas
Pentecostes
 
 
Festa
Calendário Judaico
orientação bíblica
Cláudio Lima
Shavuot
Pentecostes
6 de Sivan
 
sete semanas depois da Páscoa.
 
6 Sivan 5771
June 8, 2011
 
Wednesday
 
Deuteronômio 16.9
A vida de um israelita nos tempos bíblicos era profundamente marcada por um ciclo de dias e festivais religiosos instituídos por Deus (ver Gn 2:1-3; Êx 20:8-11; 23:10-19; Lv 23; 25:1-34; Nm 10:10; Nm 28-29).  Essas festas e dias religiosos tinham o objetivo de marcar eventos e ensinar verdades fundamentais no plano de Deus para a redenção da humanidade.  Dentre esses "tempos sagrados" encontra-se Shavuot, a "Festa das Semanas", também conhecida como o "Dia de Pentecostes".   Em Êxodo 23:16, Shavuot é designada como Hag haQatsir, a "Festa da Sega", pois ela marcava o início da colheita dos cereais em Israel.  Todo israelita deveria nesse dia comparecer perante Deus no santuário trazendo como oferta dois pães levedados, preparados com farinha de trigo recém-colhido.  Esses pães representavam os primeiros frutos da terra, os Bicurim, as primícias da colheita daquele ano (Êx 23:16; Lv 23:17), por isto era chamado também como Yom haBicurim, o "Dia das Primícias" (Nm 28:26).  Assim, no início do trabalho da colheita, o israelita deveria tomar tempo para louvar e reconhecer a Deus como Aquele que nos dá o alimento e faz brotar os frutos da terra.  Na Bíblia, essa festa é também designada como Hag haShavuot, a "Festa das Semanas" ("Shavuot", em hebraico, que quer dizer "Semanas"), pois se deveriam contar sete semanas desde o dia posterior a Pessach ("Páscoa"), ou seja 49 dias, e no 50º. dia ela seria então celebrada (Lv 23:15-16; Êx 34:22; Nm 28:26; Dt 16:10).  Como era celebrada precisamente no qüinquagésimo dia após Pessach ficou popularmente conhecida como o "Dia do Pentecostes", do grego "Pentekostés" ("qüinquagésimo"), devido à influência da Septuaginta (tradução da Bíblia Hebraica para a língua grega) que era a versão da Bíblia mais usada por judeus e cristãos nos primeiros séculos da Era Comum.   Além da oferta obrigatória de dois pães de farinha de trigo a serem oferecidos com a oferta de animais prescrita pela Lei (Lv 23:17-20), o israelita devia trazer consigo uma oferta voluntária dos primeiros frutos de tudo que já começava a amadurecer no seu campo (Dt 16:10).  Assim, eles procuravam não só pelas primícias dos cereais, mas também por frutos temporões da videira, da figueira, da romeira, da oliveira e da tamareira, as espécies agrícolas características de Israel (Dt 8:8).  Ao encontrar essas primícias, ele amarrava umas às outras e as colocava em um cesto, o qual era decorado com folhagem e flores e trazido ao templo em Jerusalém, apresentado ao sacerdote oficiante e colocado diante do altar no templo. O ofertante então dizia as palavras que se encontram em Deuteronômio 26:5-10, recontando brevemente a história de Israel desde Abraão até os seus dias, e reconhecendo que tudo que ele é e tem lhe foi dado graciosamente por Deus.  Depois disto, ele tomava dos frutos que estavam no cesto e os compartilhava de modo festivo e alegre com os membros de sua casa (filhos e servos), com os levitas (tribo israelita que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus e do templo e portanto não tinha terra), com os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros que viviam em Israel (Dt 12:12; 16:10-12; 26:11).  As prescrições religiosas encontradas em Deuteronômio 26 indicam que a Shavuot não tinha um caráter simplesmente agrícola, mas que ela era também o tempo oportuno para a renovação da aliança entre o israelita e Deus, através da oferta voluntária, da recapitulação de sua história passada e do ato de compartilhar das bênçãos que ele tinha recebido de Deus com as outras pessoas.   O aspecto bíblico de Shavuot como o dia anual de renovação da aliança foi extensivamente desenvolvido pela tradição religiosa judaica do início da Era Comum.  Shavuot foi identificada como o dia em que Deus estabeleceu Sua aliança com Israel no monte Sinai.  A chave para esta interpretação é a ligação etimológica e fonética entre o nome hebraico da festa, "Shavuot" ("Semanas"), o número hebraico "Shevá" ("sete") e a palavra "Shevuá" ("juramento, voto").  Depois de sete ("Shevá") semanas do dia de Páscoa (repetindo assim o ciclo da semana da criação sete vezes), o povo de Israel estava ao pé do monte Sinai e ali trocou juramento ("Shevuá") de fidelidade e aliança com Deus tornando-se assim o Seu povo (em paralelo a uma cerimônia de casamento, sendo Deus o esposo e Israel a noiva).  Os elementos característicos deste evento foram:  1) Tevilá ("imersão") em água. 2) Manifestação divina em forma de fogo, trovões, sons de trombeta, terremoto e fumaça como de fornalha sobre o monte Sinai (Êx 19:16-19);  3) Convite à uma aliança com Deus na aceitação da palavras divinas expressas nas duas tábuas dos 10 Mandamentos e nas leis subseqüentes (Êx 20-23); 4) Aspersão do sangue da aliança sobre o altar ao pé do monte e sobre todo o povo (Êx 24:6-8) no momento em que Israel fez um juramento solene de aceitação e fidelidade a Deus (Êx 24:3-4);  5) Manifestação do Espírito de Deus sobre Moisés e os 70 anciãos que subiram ao monte e viram ao Deus de Israel (Êx 24:9-11; Nm 11:16-17).  Shavuot celebra também o dia em que Deus estabeleceu o Seu povo como nação santa, um reino de sacerdotes (Êx 19:5-6), e é conhecido também como o dia em que Deus constituiu a Sua "Igreja" ("Congregação"), segundo a palavra grega "Eklesia" encontrada na Septuaginta em Deuteronômio 4:10; 9:10 e 18:16.   A elaborada interpretação judaica sobre Shavuot como o dia da "Aliança do Sinai" não aparece nos antigos escritos históricos judaicos de Flávio Josefo e de Filon de Alexandria, que viveram no primeiro século da Era Comum.  É somente nos escritos rabínicos de séculos posteriores que ela será encontrada.  No entanto, essas idéias correspondem intimamente à apresentação desta festa nos escritos da B'rit Hadashá ("Novo Testamento").  Para Yohanan haMatbil ("João Batista"), por exemplo, Jesus era o Messias prometido que viria e imergiria ("batizaria") não somente em água, mas em fogo e no Espírito (Mt 3:11), ou seja, Ele efetuaria uma renovação da experiência do Sinai.  Em Atos 2, quando os discípulos, no "Pentecostes", receberam o Espírito Santo, podemos encontrar os cinco pontos característicos da interpretação da festa de "Pentecostes" como o dia da aliança no Sinai:  1) Judeus provenientes de todas as nações foram imergidos ("batizados") nesse dia (At 2:41); 2) Manifestação da presença divina através dos sinais do fogo, grande vento e sons (At 2:2-3, 19-20); 3) Convite a uma aliança com Deus através de Jesus, a Palavra viva e ressurrecta (At 2:11, 14-40); 4) Ênfase na morte e ressurreição do Messias, correspondendo ao sangue da Aliança (At 2:22-38); 5) Derramamento do Espírito de Deus (At 2;3-4, 17-18, 38).  Assim, precisamente cinqüenta dias após a morte de Jesus na Páscoa, o "Dia da Igreja" se repetiu com poder e grandes manifestações divinas sobre todos aqueles que aceitaram a renovação de sua aliança com o Deus de Israel. 
 
Veja o calendário hebraico para esclarecer as datas.
Um dia desejei festejar... agora já posso imaginar como deve ser. 
 
   
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